E se num dia qualquer, um preso fugisse ou fosse ‘resgatado’ por causa de problemas mecânicos na viatura do sistema penitenciário, provocados por falta de manutenção? De quem seria a culpa? Quem responderia? Quem seria punido?
Mais um ‘sinal’ foi dado nesta quinta-feira (24), em João Pessoa, quando a viatura que transportava um apenado quebrou na avenida José Américo. Até aí tudo ‘natural’, não fossem as quase duas horas de espera pelo apoio aos agentes. Motivo da demora: “não existe viaturas suficientes”.
E mais: “Na comunidade dos agentes penitenciários no Orkut, um dos usuários denunciou que as viaturas quebram com frequência e que, em alguns casos, o veículo não pode ser desligado, pois se for, não liga nem na chave, nem sendo empurrada”, diz matéria do Paraiba1.
A maioria das pessoas se espanta com as reivindicações dos profissionais da segurança pública da Paraíba, resumidas em ‘PEC 300’. Mas casos como o de hoje [e outros que dão muito ‘pano pras mangas’] revela como esses profissionais arriscam suas vidas sem que o estado passe longe de fazer sua parte.
Outro exemplo?
Quem se arrisca a ‘chutar’ quantos agentes usavam coletes a prova de bala nessa escolta? E quantos profissionais usufruem esse básico equipamento de segurança em todo o sistema prisional da Paraíba?
‘Na pele’
Já se percebe a angústia da sociedade só em pensar que neste Carnaval todo o aparato de segurança pode entrar em greve. Não é para menos. Quando nossas VIDAS estão em jogo, o sentimento é de desespero mesmo.
O que é “tolerância zero!”?
Muitos professores deixam de dar aula por falta de água no prédio ou de papel na secretaria. Recentemente, médicos de Campina Grande reduziram de 24h para 12h seus plantões, devido à falta de colchões onde trabalham. Estão certíssimos! Mas pergunta-se: agentes penitenciários e policiais podem ter esse mesmo direito de cruzar os braços, principalmente quando suas vidas estão em jogo?
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